Vª Estação da Via Sacra da Misericórdia.

25 01 2015

V Estação. Jesus é ajudado por Simão Cireneu.

Leitor 1.

O Homem vai carregando a cruz. Seu estado é tão lastimável que os soldados e o centurião romano temem que ele morra no caminho. Mal agüenta manter-se em pé. É preciso fazer alguma coisa para que este não venha a morrer na caminhada e assim não seja crucificado. É, pois, preciso que alguém o ajude a carregar a cruz. Quem?  Ninguém quer tal “oficio”. Passa por ali um homem vindo do campo. Escolhem-no para isto. Obrigam Simão que era da cidade de Cirene a levar a cruz com Jesus. (Mt. 27, 22 – 44).

Ele a contragosto aceita. Que honra inimaginável lhe é concedida, contudo, naquele momento é humilhante, é um desaforo. Simão ajuda Jesus a carregar sua pesada cruz, instrumento de nossa salvação! Jesus lhe dá como recompensa, o que jamais Simão poderia imaginar. Seu nome torna-se eterno. Sua ajuda torna-se proverbial, quando alguém ajuda a carregar a cruz de outro é chamado de Cireneu! Fulano é um Simão Cireneu! Entra para a História da humanidade, de modo tão honroso.

Leitor 2.

Nada fica sem recompensa para este homem que carrega a cruz. E não há proporção entre a ajuda e a recompensa que ele concede.

Na vida sejamos outros “Simão Cireneu”, ajudando a carregar a cruz e nunca pondo mais peso ainda na cruz do próximo.

Leitor 3.

Cristo aceitou e precisou da ajuda para carregar sua cruz. Sendo ele o Senhor, como homem viveu em tudo a condição humana, menos o pecado. A condição humana é esta: precisamos uns dos outros. E ao ajudarmos o próximo, seja ele o menor de todos, pobre, aflito, doente, encarcerado, drogado, estamos ajudando o próprio Cristo. Tudo que fizestes a um desses pequeninos foi a mim que o fizestes.

Ó Misericórdia de Deus, que se digna ser ajudado por nós. Aceita a cooperação humana na obra da Redenção. A misericórdia de Deus “usa” cada um de nós para que através de nós a Misericórdia venha a incidir sobre o sofredor.

Divina Misericórdia, força para todos, tende misericórdia de nós.

Diga ao ler esta reflexão: Divina Misericórdia eu me consagro a Vós.

Pe. Macedo da Divina Misericórdia

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IV Estação da Via Sacra da Misericórdia.

24 01 2015

IV Estação. Jesus encontra Maria Santíssima.

Leitor l.

Pelas ruas de Jerusalém lá vai o “cortejo”. O condenado carrega sua cruz com dificuldade; a cidade está tumultuada, a multidão segue alvoroçada para ver tudo que acontece. Nunca uma execução havia arrastado para as ruas tão grande multidão.

Qual profeta, ele se insurgiu contra o mal. Tudo tem seu preço. João Batista, não muito tempo antes, já havia irritado o rei Herodes. Pagou caro, com a vida. O Profeta dos profetas não teria sorte diferente.

Numa casa ali perto, está a mãe do sentenciado, do “malfeitor”.

Pessoas amigas e familiares estão com ela. Tentam confortá-la. Há palavras que possam consolar tão grande dor?

Leitor 2.

Maria diz: vou ao encontro do meu filho. Logo todos dizem que não deve, pois é muito perigoso, o tumulto é grande, a multidão está “fora de si”. É prudente, portanto, ficar em casa e não se expor a insultos e talvez até agressões. Pedro havia negado o Mestre por medo. (Mc. 14, 66 – 72).

É perigoso ser amigo dele neste momento. Quanto mais, a mãe do condenado sair às ruas para ver seu filho num momento como este.

Contudo, Maria não desiste. Ela que sempre esteve ao lado de Jesus, haveria de abandoná-lo nesta hora de tanta dor? Com coragem Maria vai ao encontro de Jesus. Seguem-na o apóstolo João e algumas pessoas piedosas

Maria olha Jesus, este olha sua mãe. Não há necessidade de palavra alguma. A presença de Maria neste momento já diz tudo.

Vem à mente de Maria as palavras do velho profeta Simeão: Quanto a ti, uma espada de dor transpassará tua alma. (Lc. 2, 34 – 35)

Leitor 3.

Realiza-se plenamente a profecia. Maria a fiel serva do Senhor está “a postos”. Não se afasta jamais de seu filho, seja na dor, seja nas Bodas de Caná quando a hora de Deus é modificada para atender seu pedido e trazer alegria à festa de casamento, quando então corre o vinho bom. (Jo. 2, 1 – 2)

Na Via Sacra vemos a figura da mãe. Aqui, Mãe de toda a humanidade, Maria, a Nova Eva. Mas quantas mães sofrem na família, na educação de seus filhos. Amor de mãe! É o amor mais puro, mais intenso, mais oblativo.

Você que é mãe, olhe a Mãe das mães neste caminho e com ela adquira força para não desanimar na luta para o bem, na incessante tarefa de levar seus filhos para Deus, para o bem, para uma vida feliz.

Ela é o modelo perfeito das mães! Tendo a honra de ser a Mãe mais digna e importante do mundo, não seria exemplo para as mães se não tivesse passado pela dor, e que dor! Pois não há mãe que não passa.

Divina Misericórdia, doçura da vida, tende misericórdia de nós.

Diga ao ler esta reflexão: Divina Misericórdia eu me consagro a Vós

Pe. Macedo da Divina Misericórdia.





III estação da Via Sacra.

23 01 2015

IIIª Estação. Jesus cai pela primeira vez.

Leitor l
As ruas são esburacadas, e com muitas pedras. Jesus vai carregando a cruz com muita dificuldade. Além do sofrimento físico, seu sofrimento psicológico é imenso! Só há hostilidade, desprezo, ofensa, humilhação para ele.
O condenado costumava levar também chicotadas e empurrões.
Nisto Jesus cai no chão. Seu corpo já ferido cobre-se de poeira.
Leitor 2
Na missa, o celebrante, na hora do ofertório, mistura uma gota d’água ao vinho. Água pode ser consagrada? Não. Acontece que aquela pouca água, misturada ao vinho, já é vinho, é impossível separá-la do vinho. E assim, é consagrada. Isto é um belo simbolismo. A humanidade, por si só, incapaz de participar da Graça de Deus, por mérito de Cristo, é elevada à participação na Vida divina, através da Graça Santificante e se torna “filha de Deus” por adoção.
A Misericórdia de Deus, ergue, levanta os caídos na batalha da vida. A Misericórdia de Deus se revela na sua infinita paciência de não se cansar de erguer-nos das quedas.
Queda e soerguimento. Cair é humano, ficar caído, não é humano. Desistir da luta não é humano.
Leitor 3
Nesta Via Sacra da Misericórdia, contemplamos Jesus que cai pela primeira vez debaixo da cruz, oprimido por seu peso. Ele não pode ficar caído, deve levantar-se para continuar na difícil tarefa de resgatar, redimir a humanidade de seus erros, pecados e quedas no mal.
Sua Misericórdia sempre nos levanta, sempre sua mão misericordiosa está estendida para nos erguer.
Cabe a nós também, a exemplo de Cristo, ajudar os que caem a se levantar para uma vida melhor.
Coragem para levantar-se, ânimo eis o que nos dá a Divina Misericórdia. A esperança é necessária para que ninguém fique a meio do caminho.
Divina Misericórdia, esperança da humanidade tende misericórdia de nós.
Diga ao ler esta reflexão, Divina Misericórdia eu me consagro a Vós.
Pe. Macedo da Divina Misericórdia.





II Estação da Via Sacra da Misericórdia

20 01 2015

II Estação. Jesus com a cruz às costas.

Leitor 1

Jesus é condenado. Gritos de alegria da multidão que fora incentivada pelos escribas, fariseus, sacerdotes a gritar “crucifica-o”. É preciso trazer o instrumento do suplício. A condenação à cruz era a mais cruel, humilhante e aplicada somente a grandes criminosos.

A cruz é trazida. Geralmente o condenado ao vê-la, blasfemava, chorava, xingava e era compelido a carregá-la. O centurião romano que já vira muitas condenações espera tal reação. Mas, para espanto dele e dos soldados, esse Homem é muito diferente. Não esboça uma reação de revolta, não se apavora. Abraça a cruz, começa a carregá-la. Já está exausto, flagelado, coroado de espinhos. (Mt. 27, 27 – 30)

A multidão se põe a caminho para ver o espetáculo.

Leitor 2

Em seus trajes de festa o sumo sacerdote e escribas acompanham felizes a sua “vitória”. Que maravilha, passou o perigo deste homem “tirar-lhes” o poder e desmascará-los.  As ruas estreitas e sinuosas de Jerusalém estão cheias! Nem nos dias de festa há tanta gente.

A cruz! Lá vai o Homem levando a sua, a pior de todas, a mais pesada de todas.

A cruz causa horror… E, no entanto, todos nós temos uma para carregar. Faz parte da condição humana e ninguém pode escapar.

“Quem quiser ser meu discípulo, tome sua cruz e siga-me”. (Mc. 8,34 -36)

Leitor 3

Nesta estação, caro devoto de Jesus Misericordioso, quero dizer-lhe como diz Jesus a Santa Faustina. A vasilha com a qual podemos retirar as graças do coração de Jesus, é a confiança. Quanto mais tivermos confiança nele, tanto mais graças alcançaremos.

Na misericórdia de Deus encontramos força para a luta da vida. Nós somos a Igreja militante, isto é, que está em luta contínua. Que luta? O bem contra o mal. As forças do mal lutam contra as do Bem. Jesus disse a Pedro que as forças do mal, do inferno, não poderiam vencer a Igreja. ( MT. 16, 18 -19)

Santa Faustina, em seu Diário, nos exorta a confiarmos em Jesus Misericordioso. Nesta estação da Via Sacra, contemplamos Jesus com a cruz às costas. Ele tomou as nossas dores, viveu em tudo a condição humana, menos o pecado.

Divina Misericórdia, descanso neste vale de lágrimas, tende misericórdia de nós.

Diga ao ler esta reflexão: Divina Misericórdia eu me consagro a Vós

Pe. Macedo da Divina Misericórdia.





Via Sacra da Misericórdia

19 01 2015

Via Sacra da  Divina Misericórdia

1ª Estação, Jesus é condenado à morte.

Leitor 1

Toda a vida de Jesus, sua pregação foi um testemunho da Verdade e da sua missão salvadora. É claro que a verdade incomoda, traz oposição para os que não são da verdade. Já havia dito o velho profeta Simeão: este menino será causa de soerguimento e queda. Soerguimento para os que aceitam a Deus, queda para os seus inimigos. (Lc. 2, 33 – 35.)

Jesus com suas palavras santas irritou os fariseus, doutores da lei, escribas, etc. encantou os humildes, os que tinham fome e sede de verdade, de justiça.

Este homem só fez o bem, mas iria pagar caro por suas atitudes, por ser o nosso Salvador.  O preço da nossa Redenção não seria barato. Remir a humanidade com tantos pecados, misérias, é tarefa que só Jesus poderia fazê-lo.

Leitor 2

O sinédrio se reúne. Começa o julgamento do “criminoso”. Não é fácil achar pecado neste homem. É preciso recorrer a calúnias, mentiras, más interpretações. Lá se vão as acusações: este homem disse que destruiria o templo de Jerusalém e em três dias o reedificaria! Ora, o grande templo de Salomão que foram necessários quarenta anos para construí-lo! O sentido figurativo é obvio. Contudo, é usado como argumento para mostrar como este homem é perigoso!

Jesus é levado à presença de Herodes. Mais uma vez é tratado com todo desprezo.

Leitor 3

De novo Pilatos quer salvar Jesus e o coloca junto a Barrabás, um assassino, para que o povo escolha quem deve ser solto. Mas em vão! O povo grita crucifica-o! Pilatos lava as mãos e o condena. (Lc. 23, 18 – 19)

Jesus é condenado! O inocente é condenado. O homem não teve misericórdia para com Jesus. Mas Jesus é misericordioso para com o homem, todos os homens.

Não julgueis para não serdes julgados. Podemos ver e reconhecer as faltas do próximo. Contudo, não podemos julgar o seu coração, pois isso só Deus pode fazer. Não compete a nós julgar o íntimo das pessoas, isto compete unicamente a Deus.

Divina Misericórdia que cura todos os males, tende misericórdia de nós.

Diga ao ler esta reflexão: Divina Misericórdia eu me consagro a Vós.

Pe. Macedo da Divina Misericórdia





Divina Misericórdia CXXIII

22 12 2014

Nascimento de Jesus

Nascimento de Jesus

Mensagem de Natal

Caro devoto de Jesus Misericordioso, este site da Divina Misericórdia tem ao longo do ano divulgado a devoção a Jesus Misericordioso ou Divina Misericórdia. O grande número de pessoas que acessam o blog, mostra como a devoção à Divina Misericórdia está espalhada no mundo inteiro. Não há país do mundo que não conheça esta santa devoção. Aliás, como disse São João Paulo II, é a devoção do nosso tempo, tão precisado, talvez mais do que outros tempos, da Misericórdia de Deus. Quero hoje desejar a você, caro amigo (a) um feliz Natal e um Ano Novo de 2015 abençoado com as graças de Jesus Misericordioso. Tenho ao longo do ano, mostrado como o Terço da Misericórdia é útil e eficaz. Também a imagem ou quadro de Jesus Misericordioso, quantas graças nos advém através desta imagem ou quadro. Que seja venerado em sua casa! se ainda não tem, coloque em sua casa este precioso quadro, fonte de graças e bênçãos para todo o lar e toda a família.

Aqui em nossa cidade de Coronel Fabriciano, MG, Brasil, temos um belíssimo monumento à Divina Misericórdia, no alto do morro de santa Terezinha. O monumento tem 9 metros, e é visível por quase toda a cidade.

Também momento precioso é a Hora da Misericórdia, 15 horas (três horas da tarde). Nesta hora Jesus concede milhões de graças aqueles que o pedirem por sua Paixão e Morte na Cruz.

E o dia da Divina Misericórdia que é festa obrigatória para toda a Igreja, a ser comemorada no primeiro domingo depois da Páscoa.

O “balde” com que retiramos as bênçãos da fonte inesgotável da Divina Misericórdia é a nossa confiança nele. Peçamos portanto que ele mesmo nos dê a graça de termos confiança, pois através de nossa confiança em sua infinita bondade e misericórdia haveremos de conseguir tudo de que necessitamos para nós mesmos e para os outros.

Que a Mãe de Misericórdia, sempre insepárel de Jesus Misericordioso nos abençoe e nos acompanhe por todo o ano que está prestes a começar.

Diga ao ler esta reflexão: Divina Misericórdia eu me consagro a Vós.
Pe. Macedo da Divina Misericórdia





Divina Misericórdia CXXII

28 11 2014

Parábola da Figueira

Parábola da Figueira

O Reino de Deus está perto.

“E Jesus contou-lhes uma parábola: “Olhai a figueira e todas as árvores. Quando começam a brotar, basta olhá-las para saber que o verão está perto. Vós, do mesmo modo, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto. Em verdade vos digo: esta geração não passará antes que tudo aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão”. (Lc 21,29-33)

Caro devoto de Jesus Misericordioso, muitas vezes temos ouvido a respeito do fim do mundo, será em tal dia, tal data. Nada aconteceu em todas estas previsões. Jesus nunca falou sobre a data do fim dos tempos. A Igreja nos adverte que ficar preocupado com o fim do mundo não tem sentido. Mas qual o significado da advertência de Jesus? A vida humana é curta, e sem dúvida nosso fim pessoal chegará, a morte. Jesus não quer nos deixar aflitos ou angustiados, mas sua palavra quer no estimular a viver de tal modo, de acordo com a vontade de Deus, que estejamos sempre preparados para o encontro definitivo com Deus. Em outras palavras, que perseveremos no bom caminho, na prática das boas obras, assim fazendo não temos nada que temer.

Diga ao ler esta reflexão: Divina Misericórdia eu me consagro a Vós.
Pe. Macedo da Divina Misericórdia