Divina Misericórdia XCI

28 04 2014

“Deus me fez sacerdote para perdoar, não para julgar”

Um sacerdote do Equador contou como foi concebido em um estupro, quando sua mãe tinha 13 anos, e mais tarde não só perdoou seu pai, mas ouviu sua confissão.

“Eu poderia ter acabado em uma lata de lixo, mas me deram a vida”, disse o Pe. Luis Alfredo León Armijos, de 41 anos, em uma entrevista ao ACI Prensa. O sacerdote contou como sua mãe, María Eugenia Armijos, teve de trabalhar como faxineira para ajudar seus pais a manter seus 7 irmãos. Ela tinha apenas 13 anos quando “o dono da casa, aproveitando que ela estava sozinha, estuprou-a e a deixou grávida”. A família de María Eugenia a rejeitou: “Não queriam que a criança nascesse; então a espancaram, batendo em sua barriga, e lhe deram bebidas para provocar um aborto”, relatou. A menina decidiu fugir à cidade de Cuenca, onde deu à luz Luis Alfredo, que nasceu com problemas respiratórios, devido à pouca idade da mãe.

Depois de um tempo, María Eugenia voltou à sua cidade (Loja) com o bebê. “Ela acabou ficando sob os cuidados do seu estuprador, meu pai, quem me reconheceu como filho e disse que cuidaria de mim. Mas isso não significa que a relação entre eles era boa”,disse o sacerdote.

“Tiveram outros três filhos, mas minha relação com ele era distante”, explicou.

Quando Luis Alfredo completou 16 anos, foi convidado a participar da Renovação Carismática. “Lá, tive meu primeiro encontro com Cristo”, disse. Aos 18 anos, decidiu entrar no seminário, e foi ordenado aos 23 anos de idade, com uma autorização especial do bispo, devido à sua curta idade.

Seus pais se separaram dois anos depois e sua mãe finalmente lhe contou como ele tinha sido concebido. Luis Alfredo tinha julgado muito seu pai por tudo isso, mas logo percebeu que “Deus lhe permitia ser sacerdote para perdoar, não para julgar”.

Anos mais tarde, ele recebeu uma ligação do seu pai, que seria submetido a uma cirurgia. “Ele estava com medo e me pediu para confessá-lo”, contou.

Depois de muitos anos, seu pai se confessou e recebeu a Comunhão.

“Você pode chegar a conhecer sua própria história e acabar odiando sua vida. Pode julgar Deus, como eu fiz. Mas descobri que o amor de Deus esteve sempre comigo e cuidou de mim”, comentou.

“O que sinto agora é gratidão. A própria vida é um presente especial de Deus”, concluiu.

O Pe. Luis Alfredo é atualmente pároco de San José, em Loja (Equador).

Diga ao ler esta reflexão: Divina Misericórdia eu me consagro a Vós.
Pe. Macedo da Divina Misericórdia.

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